Câmara de SP aprova túnel que passará pelo Jabaquara
terça-feira, 5 de julho de 2011A Câmara de São Paulo aprovou nesta segunda-feira, em segunda votação, projeto de lei do prefeito Gilberto Kassab (PSD) que prevê a construção de um túnel de 2,3 km prolongando a avenida Jornalista Roberto Marinho (zona sul) até a rodovia dos Imigrantes.
O projeto foi aprovado por 39 vereadores, enquanto 15 votaram contra. Agora, o projeto de lei precisa ser sancionado pelo próprio prefeito.
O projeto atualiza lei de 2001, sancionada na gestão Marta Suplicy (PT), que criou a Operação Urbana Água Espraiada, conjunto de intervenções viárias, ambientais, sociais e urbanísticas em bairros como Jabaquara, Campo Belo, Brooklin, Morumbi e Santo Amaro.
A principal diferença é o túnel, que não existia no projeto original. Mas a proposta de Kassab também inclui um parque linear de 600 mil m2 –72 campos de futebol– e a remoção de 16 favelas –está prevista a construção de até 10 mil moradias populares.
A proposta prevê ainda a extensão em 3,4 km da av. Chucri Zaidan –entre o shopping Morumbi e a av. João Dias (Santo Amaro)– e a construção de uma nova ponte sobre a marginal Pinheiros, na região do parque Burle Marx (Morumbi).
O projeto, que pode consumir perto de R$ 4 bilhões, foi aprovado sob protestos de moradores, que lotaram a galeria da Câmara.
A maior crítica é que Kassab vem impondo desapropriações sem discutir com a população. Uma única audiência pública foi feita, em novembro de 2009. A Amea (Associação dos Moradores do Entorno do Aeroporto de Congonhas) questiona o projeto na Justiça.
Entre outras coisas, a entidade pede que a prefeitura suspenda qualquer intervenção até adaptar o projeto ao que está previsto em lei e elabore novo estudo de impacto ambiental, já que houve mudanças nas intervenções.
Moradores dos bairros que serão atingidos pelas intervenções protestaram nas galerias da Câmara contra a aprovação.
A Operação Urbana Água Espraiada é financiada pelos Cepacs, títulos emitidos pelo município e negociados com empreendedores imobiliários em troca da aprovação da utilização de área acima dos limites permitidos pela lei de ocupação do solo.
Fonte: Folha de S. Paulo


