Sob risco de desapropriação, moradores do Jabaquara protestam em São Paulo
terça-feira, 26 de julho de 2011Moradores do bairro do Jabaquara, na zona sul da capital paulista, protestam neste sábado (23) contra a desapropriação de 11.400 famílias da região. A manifestação começa às 9h em frente ao piscinão do Jabaquara e continua em caminhada até a ponte Octávio Frias (Estaiada ou “Estilingão”). Segundo moradores, entre os desapropriados estão muitos idosos que moram há 50 anos no bairro.
A retirada das famílias, prevista para começar em agosto, faz parte da Operação Urbana Água Espraiada, de iniciativa da prefeitura de São Paulo. A obra pretende interligar a avenida Roberto Marinho (antiga Água Espraiada) com a rodovia dos Imigrantes.
Os moradores da região são contrários à atual configuração do projeto, alterado este ano, a pedido do prefeito Gilberto Kassab (ex-DEM, a caminho do PSD). Projeto de 2001 previa um túnel de 400 metros e desapropriações de 400 residências. O novo projeto, aprovado no início de julho pela Câmara de Vereadores, altera a extensão do túnel para 2.350 metros e aumenta o impacto nas moradias, com 11.400 desapropriações.
“Antes tratava-se de uma obra barata e social”, avalia Marcos Munarim, uma das lideranças dos moradores. “Hoje é de cunho imobiliário, cara e com vários aspectos desnecessários”, critica.
Um parque previsto para o local, com 600 mil metros quadrados, deve extinguir oito Zonas Especiais de Interesse Social (Zeis). “Onde deveria haver moradia popular, haverá de fato um túnel, mais concreto na cidade”, protesta o morador.
O objetivo do túnel também é questionado. Segundo a prefeitura, a via subterrânea serviria para desafogar o trânsito da avenida dos Bandeirantes. De acordo com os moradores, em horários de pico, 85% dos carros seguem para a avenida Tancredo Neves e apenas 15% para a rodovia dos Imigrantes, destino final do túnel.
O valor do projeto é outro ponto de críticas. As obras previstas no projeto de 2001 custariam R$ 1,2 bilhões. No projeto de 2011, só o túnel exigirá perto de R$ 2 bilhões, enquanto a obra inteira deve alcançar R$ 4 bilhões. “Com esse valor pode-se fazer pelo menos 25 quilômetros de metrô, fazer em torno de 16 mil casas para comunidade, creches, hospitais, corredor de ônibus”, compara Munarim.
Fonte: Rede Brasil Atual
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Se falam em gasto de obra o valor previsto em 4 bilhôes certo? E quanto vai se gastar para pagar as indenizações? R$ 5 mil reais como foi feito para quem reside nas favelas? Ou seja residências fixas a mais de 40 anos que sempre pagaram e pagam seus impostos em dia, claro, hoje um bairro como o nosso onde mais de 50% dos moradores são aposentados é muito mais negócio pra prefeitura desapropriar com um projeto de altíssimo valor e depois que demolirem tudo vão vir com histórinha que acabou a verba pra tal “obra” e vai vender mais de 600 mil metros quadrados pra quem? Lógico que é pra alguma construtora! Só um ignorante não vê isso.
Chega ser revoltante ao invés da prefeitura de SP se preocupar com a Copa do Mundo onde nosso País será exposto no mundo inteiro e transformar SP como cidade modelo em organização e infra estrutura nos jogos, mas não, óbivo a Copa é lucrativa para o País essa obra será muito mais lucrativa para o bolso de muitos….reflitam, converse com os moradores. Não foi a toa que nosso bairro do dia pra noite se tornou BAIRRO: CAMPO BELO; se eu for citar todos as meras coiscidências ficarei horas escrevendo. Infelizmente não temos provas palpáveis e a maneira que estão conduzindo tudo acaba nos dando ainda mais a certeza de que não estamos errados.